Então, nesse momento eu deveria estar tomando banho, pra ir no banco, depois pagar umas contas, voltar, lavar a louça, cozinhar, enfim, essas coisas que a gente tem que fazer quando não tem mais a mãe pra fazer tudo pela gente. Mas antes disso eu parei pra ver um vídeo que uma amiga falou pra eu ver e, obviamente pra quem ver o vídeo, fiquei estagnado. Comecei a pensar no contexto dessa música, aquela coisa de Woodstock, todo aquele movimento contra a guerra e tudo o mais, e voltei para o presente, pensando se ainda existirá algo parecido nos tempos atuais ou daqui a alguns anos.
Eu, pelo menos, fui criado ouvindo histórias dos meus pais dos momentos hippies deles, e depois de protesto contra as coisas erradas no país, os pais que viveram e sobreviveram à cena punk de Nova Iorque certamente contam ótimas histórias aos seus filhos sobre a revolução que causaram na sociedade, as mulheres que participaram do movimento feminista devem contar às suas filhas (sim, porque imagino que as feministas não tenham filhos, só filhas) sobre as suas lutas e conquistas, assim como há um tempo atrás os guascas que participaram da Revolução Farroupilha devem ter contado, com orgulho, para os seus bacuris as suas peripécias contra os caramurus. Mas alguém consegue pensar nos jovens dos tempos atuais, que têm dentre quinze e vinte e cinco anos, digamos, contando para os seus filhos e netos sobre algo revolucionário que fizeram na sua juventude?
Sim, porque o máximo que vão ter pra contar vai ser como revolucionaram usando maquiagem que deveria ser do outro sexo. Como revolucionaram sentados na frente da tv sem opinião alguma. Como revolucionaram comprando o celular com mais tecnologia. Como revolucionaram com o seu tênis que custou algo absurdo. Como revolucionaram os penteados, as roupas, os celulares, as poses. Eu olho pra minha geração e só vejo isso. Futilidade. Talvez eu seja muito pessimista, mas com raras exceções, que eu tive uma tremenda sorte de conhecer, eu faço parte da Geração Fútil. Mais do que nunca.
O máximo de revolucionário que vou poder contar pros meus netos parece que vai ser a revolução feita nas arquibancadas pela torcida do meu time, e mesmo que tenha sido A Revolução neste campo, nem se compara às outras. Mas quem sabe a coisa não muda, quem sabe não surgem Janis Joplins, Johns Lennons, DeeDees Ramones, Jimis Hendrixs e afins nos próximos tempos?
Ps.: Adivinhe se nesse meio tempo em que fiquei aqui, não começou a chover mais forte, para a minha tremenda sorte?
sexta-feira, 2 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
É prostituto.
Qual profissional hoje é diferente das prostitutas? Atualmente, são todos iguais. Quem pagar, tem o meu trabalho. Não existe preferência. Não interessa mais nada, só a graninha na conta no fim do mês. Dane-se a ética, dane-se a vontade própria, dane-se a própria opinião. Aliás, existe opinião própria atualmente?
Mas eu não tenho a menor dúvida de que, nos tempos atuais, o setor em que isso ocorre e que mais me incomoda é, naturalmente, o futebol. Não existem mais Adílsons, Dinhos, De Léons, Portaluppis no meu time. Poucos chegam próximo a isso, e quando chegam, cartolas fazem de tudo pra que se afastem dessa idéia insana. Profissionalismo, minha gente.
Mas então, em um belo domingo de total ressaca, acordo às quatro da tarde e vou ao computador. Secar o outro time da cidade? Pinóia, vou é fazer algo que preste. E eis que me deparo com o maior ídolo da minha infância, Mario Jardel Ribeiro, dando uma entrevista emocionante, declarando que chegou ao fundo do poço e que quer se recuperar. E pedindo ajuda aos seus dois clubes do coração, o navegador português e, óbvio, o glorioso Tricolor Gaúcho, ao qual ainda presta uma homangem vestindo a camiseta do clube e cantando o seu hino com muito orgulho. Quantos tem a história dele em um time brasileiro hoje em dia? Quantos tem a moral que ele tem no Grêmio? Atualmente, pouquíssimos. E até por isso, penso que ele merece uma chance, um suporte do clube para se recuperar. Afinal de contas, ele é uma espécie em extinção. Ele é um jogador de futebol de verdade, um ser humano, que ama um time e não gosta de outros. Um homem, afinal, não um robô profissional.
Mas eis que eu tenho que ler na imprensa nacional que aquele político gordo filho de uma puta que está afundando o Grêmio neste ano queria o Jardel de dez anos atrás, não o de agora, e que o Grêmio não é spa. Duas observações deste que escreve:
Primeiro: pra Amoroso e Kelly, jogadores sem a menor história no Grêmio ou qualquer outro clube, serviu de spa, mas não pode servir de suporte para um dos maiores ídolos da história do clube, maior inclusive que este gordo mesquinho?
Segundo: Eu também quero o presidente de 13 anos atrás, não o atual, obrigado.
Mas eu não sei porque eu me surpreendo com coisas assim, em época em que o adjetivo "prostituto" (?) é tido como elogio por homens (?²) do país.
Estão extinguindo a essência do futebol, a paixão, o fanatismo, a selvageria. O homem apaixonado por seu clube. A cerveja nos bares dos estádios. Agora há prostitutas robôs jogando, não há mais cerveja nos estádios e políticos safados mandam no clube e menosprezam ídolos históricos em detrimento da opinião dos verdadeiros donos do clube, os torcedores. E no momento não consigo fazer mais nada além de escrever estas linhas tortas que não sei se alguém vai ler e provavelmente ninguém vai comentar, e continuar bebericando este belo vinho argentino. Que merda. Mas já disseram os visionários Replicantes, "a vida começa aos trinta". Ou seja, ainda tem muita merda pela frente.
Mas eu não tenho a menor dúvida de que, nos tempos atuais, o setor em que isso ocorre e que mais me incomoda é, naturalmente, o futebol. Não existem mais Adílsons, Dinhos, De Léons, Portaluppis no meu time. Poucos chegam próximo a isso, e quando chegam, cartolas fazem de tudo pra que se afastem dessa idéia insana. Profissionalismo, minha gente.
Mas então, em um belo domingo de total ressaca, acordo às quatro da tarde e vou ao computador. Secar o outro time da cidade? Pinóia, vou é fazer algo que preste. E eis que me deparo com o maior ídolo da minha infância, Mario Jardel Ribeiro, dando uma entrevista emocionante, declarando que chegou ao fundo do poço e que quer se recuperar. E pedindo ajuda aos seus dois clubes do coração, o navegador português e, óbvio, o glorioso Tricolor Gaúcho, ao qual ainda presta uma homangem vestindo a camiseta do clube e cantando o seu hino com muito orgulho. Quantos tem a história dele em um time brasileiro hoje em dia? Quantos tem a moral que ele tem no Grêmio? Atualmente, pouquíssimos. E até por isso, penso que ele merece uma chance, um suporte do clube para se recuperar. Afinal de contas, ele é uma espécie em extinção. Ele é um jogador de futebol de verdade, um ser humano, que ama um time e não gosta de outros. Um homem, afinal, não um robô profissional.
Mas eis que eu tenho que ler na imprensa nacional que aquele político gordo filho de uma puta que está afundando o Grêmio neste ano queria o Jardel de dez anos atrás, não o de agora, e que o Grêmio não é spa. Duas observações deste que escreve:
Primeiro: pra Amoroso e Kelly, jogadores sem a menor história no Grêmio ou qualquer outro clube, serviu de spa, mas não pode servir de suporte para um dos maiores ídolos da história do clube, maior inclusive que este gordo mesquinho?
Segundo: Eu também quero o presidente de 13 anos atrás, não o atual, obrigado.
Mas eu não sei porque eu me surpreendo com coisas assim, em época em que o adjetivo "prostituto" (?) é tido como elogio por homens (?²) do país.
Estão extinguindo a essência do futebol, a paixão, o fanatismo, a selvageria. O homem apaixonado por seu clube. A cerveja nos bares dos estádios. Agora há prostitutas robôs jogando, não há mais cerveja nos estádios e políticos safados mandam no clube e menosprezam ídolos históricos em detrimento da opinião dos verdadeiros donos do clube, os torcedores. E no momento não consigo fazer mais nada além de escrever estas linhas tortas que não sei se alguém vai ler e provavelmente ninguém vai comentar, e continuar bebericando este belo vinho argentino. Que merda. Mas já disseram os visionários Replicantes, "a vida começa aos trinta". Ou seja, ainda tem muita merda pela frente.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Meras divagações.
Certa vez eu vi em um filme, se não me engano no genial 'EdTV' ou qualquer desses filmes protagonizados pelo Matthew McCounaghey, que quando três pessoas diferentes te dizem uma coisa sobre a tua pessoa, isso acaba se tornando/provando ser real. No caso do filme, chamavam ele de idiota ou qualquer boçalidade do tipo.
Mas então, entrei no assunto porquê algo meio que me incomoda. Sabe quando te dizem que tu és bom demais para fazerem o que fizeram contigo? Pois então. Me falaram. Me falaram e me falaram. E fizeram, fizeram e fizeram. Não necessariamente três vezes, quiçá umas três ou nove. Mas a questão é, se me falam isso, se diferentes pessoas me falam que tenho assim tantos atributos, e eu continuo batendo a cara no muro, o que está acontecendo? Eu sou bom demais para todo mundo? Devo eu virar monge? Devo eu me dedicar mais do que nunca a bebedeiras, putarias e coisaradas do tipo? Fico com a última opção.
E por que diabos as redes de tevê aberta insistem nos filmes dublados? É notório que, no mínimo, 60% da população prefere legendados, então, POR QUÊ??? No mínimo é pra manter a audiência medíocre das novelas e deixar de dar um pingo de cultura aos filmes escrotos que passam nas suas programações.
Só pra constar, bom humor é o que liga.
Mas então, entrei no assunto porquê algo meio que me incomoda. Sabe quando te dizem que tu és bom demais para fazerem o que fizeram contigo? Pois então. Me falaram. Me falaram e me falaram. E fizeram, fizeram e fizeram. Não necessariamente três vezes, quiçá umas três ou nove. Mas a questão é, se me falam isso, se diferentes pessoas me falam que tenho assim tantos atributos, e eu continuo batendo a cara no muro, o que está acontecendo? Eu sou bom demais para todo mundo? Devo eu virar monge? Devo eu me dedicar mais do que nunca a bebedeiras, putarias e coisaradas do tipo? Fico com a última opção.
E por que diabos as redes de tevê aberta insistem nos filmes dublados? É notório que, no mínimo, 60% da população prefere legendados, então, POR QUÊ??? No mínimo é pra manter a audiência medíocre das novelas e deixar de dar um pingo de cultura aos filmes escrotos que passam nas suas programações.
Só pra constar, bom humor é o que liga.
sábado, 15 de março de 2008
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
[Mário Quintana]
E não é que esse senhor sabia das coisas mesmo?
Calma lá, ainda tenho minhas ressalvas com 'essas coisas'. Mas andei lendo algumas coisas do citado autor e achei muito interessantes. Recomendo!
terça-feira, 11 de março de 2008
Tá legal, falei que ia chutar o balde, e vou mesmo.
"Frescuras do bem"
PELO AMOR DE DEUS! NÃO ESTRAGUEM O NOSSO TEMPLO SAGRADO!
Por favor! Estádio de futebol TEM que ter bagaceirice! Deixemos bem claro, nunca fui contra mulheres no estádio, minha irmã sempre foi comigo aos jogos, desde quando comecei a ir, em 1994/1995. Mas ela nunca teve essas frescuras descritas na reportagem acima ou nas outras reportagens da mesma matéria. Cara, como que tu vai ver o juiz roubando o teu time do coração e não vai chamar ele de safado filho de uma puta? Como que tu vai ver um atacante adversário de frescurinha dentro da tua casa (mulheres que não sabem disso, acordem, o estádio do time é sim uma segunda casa para alguns) e não vai gritar pro volante de contenção do teu time: "DÁ NO MEIO DESSE VIADO!" Não existe isso! Isso é o futebol, meu amigo! É a bagaceirice, a cerveja às vezes quente, eventuais tumultos, é xingar até a última geração do rival. É mandar o cara dar no joelho do fresco que tá de driblezinho contra o teu time, ou dar risada na cara do adversário quando um jogador do time dele leva aquele baita drible. É SELVAGERIA, MINHA GENTE!
Então, por favor, depois de terem nos submetido à civilização, não venham querer nos tirar o único resquício de selvageria que nós conseguimos alcançar. Já nos tiraram tudo, TUDO, isso não!
Esse post é por mais bagaceirice no futebol e muitos banheiros quebrados e sujos, afinal de conta, só uma mulherzinha mesmo pra ir a um jogo de futebol e ter que ir no banheiro, não conseguir esperar até chegar em casa. E isso que, supostamente, os homens é que se enchem de cerveja!
Mas é isso aí, por um futebol menos fresco e mais bagaceiro.
Por que o desespero?
Então, qual é a dessa coisa de ter compromisso? Ter alguém fixo, andar de mãozinha por aí, ir ao cinema e depois jantar juntos, enfim, fazer programas juntos, dentre outras coisas. Isso é um namoro, certo? Mas, existe alguma coisa, fora o primeiro item, que não dê pra fazer sem a parte estressante do namoro? Os ciúmes, as discussões de relação, o policiamento, a coleira segurando, todas essas coisas dispensáveis, POR QUE as pessoas insistem nisso?
E o pior, ai de quem diga que não é isso o que procura! Mas, é um caso sem salvação, um galinha, calhorda, sem vergonha, enfim, é como todo homem: não presta. Sim, as mulheres que prestam, ha ha ha.
Mas então, não digo que eu, particularmente, nunca vou namorar. Certamente um dia eu vou conhecer uma guria muito legal, bonita, compatível com a minha pessoa com quem terei vontade de ter uma coisa mais séria, duradoura e essas coisas. Mas coisa é: se eu ainda não achei essa pessoa, se as pessoas ainda não acharam, por que elas insistem em querer namorar com um qualquer? Por que tanto stress, se no fim é por nada?
E pior que é sempre a mesma coisa. Verão chegando? Carnaval? Puxa, estamos em crise, eu não tô bem. Preciso de um tempo. HA HA HA. É claro, ninguém vai falar que quer deixar a comodidade de ter alguém sempre ali, esperando o momento que esse alguém vai voltar, para fazer umas putarias. Porque, afinal, é tempo de putaria, mas depois, quando o inverno voltar, quando a rotina cair sobre a sua cabeça e ele voltar a realidade, ele vai querer a comodidade de volta, nada de putaria. Claro que ninguém admite. Aliás, quase ninguém. Quem admite? O galinha, calhorda, o caso sem volta.
Eu quero dizer que sinceros mesmo são os galinhas? Nããão. Nada disso, eu acho que existem sim muitos românticos de verdade que gostam de namorar. Eu, um dia fui muito romântico. Agora não sou mais? Olha, acho que até sou, mas essa parte de mim tá bem guardada. Não digo que aprendi a não ser romântico e voltar a ser solteiro (porque existe uma grande diferença entre estar e ser solteiro). Mas aprendi a não dispender do meu romantismo com a primeira que encontro. Acho que essa é a questão. O mundo seria muito melhor se as pessoas não dessem o que de melhor têm pro primeiro que aparece, se fossem um pouco mais solteiras, se rolasse um pouco mais dos gloriosos tempos do Neaderthal e a já então gloriosa filosofia do "Ninguém é de Ninguém". Ou não, quando vê eu só estou tentando justificar minha galhardisse. Vai saber.
E o pior, ai de quem diga que não é isso o que procura! Mas, é um caso sem salvação, um galinha, calhorda, sem vergonha, enfim, é como todo homem: não presta. Sim, as mulheres que prestam, ha ha ha.
Mas então, não digo que eu, particularmente, nunca vou namorar. Certamente um dia eu vou conhecer uma guria muito legal, bonita, compatível com a minha pessoa com quem terei vontade de ter uma coisa mais séria, duradoura e essas coisas. Mas coisa é: se eu ainda não achei essa pessoa, se as pessoas ainda não acharam, por que elas insistem em querer namorar com um qualquer? Por que tanto stress, se no fim é por nada?
E pior que é sempre a mesma coisa. Verão chegando? Carnaval? Puxa, estamos em crise, eu não tô bem. Preciso de um tempo. HA HA HA. É claro, ninguém vai falar que quer deixar a comodidade de ter alguém sempre ali, esperando o momento que esse alguém vai voltar, para fazer umas putarias. Porque, afinal, é tempo de putaria, mas depois, quando o inverno voltar, quando a rotina cair sobre a sua cabeça e ele voltar a realidade, ele vai querer a comodidade de volta, nada de putaria. Claro que ninguém admite. Aliás, quase ninguém. Quem admite? O galinha, calhorda, o caso sem volta.
Eu quero dizer que sinceros mesmo são os galinhas? Nããão. Nada disso, eu acho que existem sim muitos românticos de verdade que gostam de namorar. Eu, um dia fui muito romântico. Agora não sou mais? Olha, acho que até sou, mas essa parte de mim tá bem guardada. Não digo que aprendi a não ser romântico e voltar a ser solteiro (porque existe uma grande diferença entre estar e ser solteiro). Mas aprendi a não dispender do meu romantismo com a primeira que encontro. Acho que essa é a questão. O mundo seria muito melhor se as pessoas não dessem o que de melhor têm pro primeiro que aparece, se fossem um pouco mais solteiras, se rolasse um pouco mais dos gloriosos tempos do Neaderthal e a já então gloriosa filosofia do "Ninguém é de Ninguém". Ou não, quando vê eu só estou tentando justificar minha galhardisse. Vai saber.
quarta-feira, 5 de março de 2008
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